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domingo, 26 de agosto de 2012

AVEIA NA VEIA!


  Muitos estudos sobre a aveia já afirmavam seus benefícios, e algumas novas pesquisas só vem ratificar que além se saborosa a aveia é excelente aliado da saúde.
  Esse cereal é um dos mais célebres parceiros do iogurte e um dos alimentos mais recomendados pelos profissionais da área de saúde. Em sua composição, encontra-se proteínas, minerais, vitaminas, carboidratos e grandes porções de uma fibra solúvel chamada betaglucana. Esta fibra segundo estudos demonstram ações positivas como prevenção de câncer de cólon, fortalecimento do sistema imune, controle do colesterol e dos níveis de açúcar no sangue.
  Quem avaliou com mais ênfase o impacto do consumo da betaglucana nas taxas de glicemia foi a nutricionista Giane Sprada, professora da Universidade Federal do Paraná. As conclusões são ótimas. "Esse composto tem a capacidade de absorver água, tornando a digestão mais lenta", confirma a especialista. "Assim, a quebra e liberação de glicose no sangue também ocorrem mais devagar. Aí, o indivíduo não sofre picos de hiperglicemia", conta. Com isso, a insulina — hormônio responsável por botar a glicose dentro das células — deixa de ser secretada de forma desenfreada. Nesse contexto, o risco de desenvolver o diabete do tipo 2 tomba.
                     As fibras alimentares

   Elas podem ser de dois tipos: solúveis ou insolúveis. As primeiras se ligam à água e formam uma espécie de gel no intestino, retardando o esvaziamento gástrico. Estão na aveia, no centeio, na polpa da maçã e no bagaço da laranja. As segundas, por sua vez, apresentam um efeito mais mecânico, ou seja, aumentam o volume das fezes e aceleram o funcionamento intestinal. Podem ser encontradas nos vegetais folhosos, no farelo de trigo e na casca das frutas.
   Para quem é diabético, o efeito não deixa de ser uma mão na roda, já que esses indivíduos precisam manter os níveis glicêmicos em rédea curta. Mas usar a aveia para reduzir a velocidade com que a glicose cai na circulação não é vantagem só para os portadores dessa doença. "Quando a digestão e o esvaziamento gástrico demoram mais por causa da aveia, a sensação de saciedade é prolongada. Isso auxilia na perda de peso", informa a nutricionista Renata Frigerio, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
   Agora, se o seu maior desafio é manter o colesterol em níveis adequados, também pode comemorar: a aveia é tiro e queda nessa tarefa. Em novo estudo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, 24 adultos saudáveis tiveram o cardápio modificado durante duas semanas. Em um primeiro momento, seguiram uma alimentação padrão, com quase nada de fibras. Depois, receberam diariamente 102 gramas de aveia.
  No final da análise, os estudiosos viram que, no período de consumo do cereal, a taxa total da gordura foi reduzida em 14%. Na fase da dieta com pouquíssimas fontes fibrosas, esse valor ficou em 4%. Ao voltar as atenções para o colesterol LDL, considerado ruim para as artérias quando nas alturas, o resultado seguiu a mesma toada: ao ingerir o cereal, a concentração do inimigo no sangue despencou 16%. Sem a aveia, veja só, a redução foi de apenas 3%.
   Rosana Perim, gerente de nutrição do Hospital do Coração, em São Paulo, comenta esse achado. "Vários estudos já apontavam esse benefício. Ele acontece porque, em contato com a água, as fibras formam uma espécie de gel no intestino. Dessa maneira, diminui-se a absorção de colesterol", explica a especialista. Para tirar proveito dessa aliada, basta consumir de 2 a 3 colheres de sopa de aveia diariamente. Como você viu, essa pequena dose de saúde vai blindar seu corpo contra uma série de problemas. Ao lado do iogurte, então...

O cereal em três versões

Flocos
Trata-se do grão praticamente in natura, já que só passa pelo processo de prensagem. É a opção mais carregada de nutrientes.

Farelo
É feito com a camada externa do cereal, onde as fibras ficam concentradas. Portanto, é uma boa pedida para quem deseja eliminar uns quilinhos.

Farinha
Produzida com a parte mais interna da aveia, não tem tantas fibras alimentares. Normalmente é usada em receitas de bolos, pães, massas e biscoitos.

   É bastante fácil acrescentar aveia no seu dia a dia, em dias que não tenho tempo de comer banana amassada com uma porção de aveia acrescento ao feijão no almoço por exemplo, uma colher de sopa de farelo misturada ao feijão não deixa quase sabor diferenciado.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O diabético e a atividade física: treinamento aeróbio ou treinamento de força?

   O aparecimento de doenças crônico-degenerativas está inversamente relacionado à prática regular de exercícios físicos, sendo este um comportamento essencial para o desenvolvimento e a manutenção de uma boa saúde segundo (HASKELL, 2007).
   Nas últimas décadas, uma série de pesquisas tem mostrado que exercícios aeróbicos moderados ou intensos aliados a exercícios de força(musculação) promovem benefícios importantes sobre a saúde cardiovascular, respiratória, muscular e óssea, sendo, portanto, indicados para a população adulta saudável ou com necessidades especiais.
   Neste artigo nos deteremos a tratar mais especificamente do diabético e do quanto a prática regular de exercícios físicos pode melhorar a sobrevida dessa população.

   Em linhas gerais os objetivos do exercício para o indivíduo diabético são:
• Melhora da aptidão cardiorrespiratória;
• Aumento da tolerância á glicose;
• Sinalização da insulina e perfil lipídico adequados;
• Redução da inflamação vascular (refletido pela redução da proteína C reativa)
• Melhora da função endotelial
• Controle do peso corpóreo

   Segundo as recomendações da Associação Americana de Diabete (ADA) (2008), os diabéticos poderiam de beneficiar ao praticar pelo menos 150 min/semana de exercício aeróbico de intensidade moderada (50 a 70% da frequência cardíaca máxima). Além disso, a prática de exercícios de força recentemente tem recebido apoio de alguns pesquisadores. A própria ADA recomenda esse tipo de trabalho, na ausência de contra-indicações, 3 vezes por semana para o paciente portador de diabete do tipo 2.
Para (BOULE NG 2003) normalmente, pacientes diabéticos possuem baixa aptidão cardiorrespiratória em decorrência da inatividade física, obesidade ou peculiaridades de sua patologia. No entanto, adultos com diabetes dos tipos 1 e 2 melhoraram sua aptidão física em resposta à prática de exercícios da mesma forma que indivíduos não diabéticos. Os praticantes de atividades físicas regulares possuem perfil hemodinâmico, atividade antioxidante e metabolismo mais adequado que diabéticos sedentários.
   A maior parte das pesquisas tem focado o exercício aeróbico como modelo de intervenção para o tratamento de diabéticos, contudo, tendo o exercício de força ajustes positivos para esse público, e considerando que a maioria é sedentária e possui sobrepeso, o exercício de força pode ser mais tolerável e recomendável especialmente no início do exercício, o que evitará lesões articulares associadas ao impacto.
   COHEN et al. (2008) observaram que a prática do treinamento de força em pacientes com diabetes tipo 2 melhora a função endotelial e o controle glicêmico, diminuindo o risco de desenvolvimento de doença cardilascular. Esse aprimoramento foi observado aos 14 meses de treinamento e não em 6 meses, o que indica que um período maior é necessário para que se obtenha esses resultados.
Avaliado o efeito do treinamento de força, do treinamento aeróbico e da combinação dos dois por um período de 6 meses em indivíduos com diabetes tipo 2. Os autores concluíram que os dois treinamentos provocaram respostas parecidas e eficientes no controle glicêmico. Contudo, a resposta do treinamento combinado (força e aeróbico) foi superior, principalmente para os indivíduos com piores valores iniciais.
   Assim, quando possível, a combinação dessas duas modalidades parece ser o modo mais apropriado de treinamento para o público diabético.

Referências:
HASKELL WL. Physical activity and public health: update recommendations for adults from the American College of Sports Medicine and the American Heart Association. Circulation 2007; 116(9): 1081-93
BOULE NG. Meta-alyses of the efect of structured exercise training on cardiorespiratory fitness in type 2 diabetes mellitus. Diabetologia 2003.
COHEN ND. Improved endotelial function following a 14-month resistance exercise training program in adults with type 2 diabetes. Diabetes Res Clin Pract 2008.