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sábado, 4 de agosto de 2012

Novo estudo tentará saciar o cérebro.

 

  Ás vezes terminamos de nos alimentar e sentimos aquela sensação de satisfação. Essa mensagem de que o sistema digestivo manda para o cérebro está em estudo na Universidade de Copenhagen (Dinamarca). O endocrinologista, Jens Hols, descobriu uma pequena molécula nesse processo de comunicação entre o sistema digestivo e o cérebro, chamada de GLP-1 (Glucagon-like peptide-1). O hormônio é expelido pelo intestino quando comemos e potencializa a ação da insulina. A insulina é responsável pela entrada de glicose nas células e desempenha papel importante no metabolismo do corpo.
   Nos estudos, o GLP-1 (Glucagon-like peptide-1) é capaz de inibir o apetite em pessoas com sobrepeso e obesas. O hormônio regula a pressão arterial e os níveis de colesterol. Com isso, o objetivo dos pesquisadores é produzir futuramente aditivos capazes de fazer com que as pessoas se sintam satisfeitas comendo bem menos. 
   Ainda é um estudo, enquanto não sai do papel, as pessoas vão ter que se adaptar a re-educação alimentar, a única forma de perder peso de modo saudável.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O diabético e a atividade física: treinamento aeróbio ou treinamento de força?

   O aparecimento de doenças crônico-degenerativas está inversamente relacionado à prática regular de exercícios físicos, sendo este um comportamento essencial para o desenvolvimento e a manutenção de uma boa saúde segundo (HASKELL, 2007).
   Nas últimas décadas, uma série de pesquisas tem mostrado que exercícios aeróbicos moderados ou intensos aliados a exercícios de força(musculação) promovem benefícios importantes sobre a saúde cardiovascular, respiratória, muscular e óssea, sendo, portanto, indicados para a população adulta saudável ou com necessidades especiais.
   Neste artigo nos deteremos a tratar mais especificamente do diabético e do quanto a prática regular de exercícios físicos pode melhorar a sobrevida dessa população.

   Em linhas gerais os objetivos do exercício para o indivíduo diabético são:
• Melhora da aptidão cardiorrespiratória;
• Aumento da tolerância á glicose;
• Sinalização da insulina e perfil lipídico adequados;
• Redução da inflamação vascular (refletido pela redução da proteína C reativa)
• Melhora da função endotelial
• Controle do peso corpóreo

   Segundo as recomendações da Associação Americana de Diabete (ADA) (2008), os diabéticos poderiam de beneficiar ao praticar pelo menos 150 min/semana de exercício aeróbico de intensidade moderada (50 a 70% da frequência cardíaca máxima). Além disso, a prática de exercícios de força recentemente tem recebido apoio de alguns pesquisadores. A própria ADA recomenda esse tipo de trabalho, na ausência de contra-indicações, 3 vezes por semana para o paciente portador de diabete do tipo 2.
Para (BOULE NG 2003) normalmente, pacientes diabéticos possuem baixa aptidão cardiorrespiratória em decorrência da inatividade física, obesidade ou peculiaridades de sua patologia. No entanto, adultos com diabetes dos tipos 1 e 2 melhoraram sua aptidão física em resposta à prática de exercícios da mesma forma que indivíduos não diabéticos. Os praticantes de atividades físicas regulares possuem perfil hemodinâmico, atividade antioxidante e metabolismo mais adequado que diabéticos sedentários.
   A maior parte das pesquisas tem focado o exercício aeróbico como modelo de intervenção para o tratamento de diabéticos, contudo, tendo o exercício de força ajustes positivos para esse público, e considerando que a maioria é sedentária e possui sobrepeso, o exercício de força pode ser mais tolerável e recomendável especialmente no início do exercício, o que evitará lesões articulares associadas ao impacto.
   COHEN et al. (2008) observaram que a prática do treinamento de força em pacientes com diabetes tipo 2 melhora a função endotelial e o controle glicêmico, diminuindo o risco de desenvolvimento de doença cardilascular. Esse aprimoramento foi observado aos 14 meses de treinamento e não em 6 meses, o que indica que um período maior é necessário para que se obtenha esses resultados.
Avaliado o efeito do treinamento de força, do treinamento aeróbico e da combinação dos dois por um período de 6 meses em indivíduos com diabetes tipo 2. Os autores concluíram que os dois treinamentos provocaram respostas parecidas e eficientes no controle glicêmico. Contudo, a resposta do treinamento combinado (força e aeróbico) foi superior, principalmente para os indivíduos com piores valores iniciais.
   Assim, quando possível, a combinação dessas duas modalidades parece ser o modo mais apropriado de treinamento para o público diabético.

Referências:
HASKELL WL. Physical activity and public health: update recommendations for adults from the American College of Sports Medicine and the American Heart Association. Circulation 2007; 116(9): 1081-93
BOULE NG. Meta-alyses of the efect of structured exercise training on cardiorespiratory fitness in type 2 diabetes mellitus. Diabetologia 2003.
COHEN ND. Improved endotelial function following a 14-month resistance exercise training program in adults with type 2 diabetes. Diabetes Res Clin Pract 2008.