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quinta-feira, 19 de julho de 2012

SANDBAG, mais uma opção.

   Todos os dias surgem novas opções de atividades físicas "milagrosas", mas o que no fundo acrescentam é mais uma opção, afinal nem todos gostam da tradicional musculação ou da corrida. E assim sempre teremos algo novo surgindo, algo para dar um "Up" no treino.
   Vasculhando a internet vi o "sandbag", um novo aliado do indivídio fisicamente ativo. Pela promessa dos defensores pode definir músculos e ainda queimar até 500 cal em apenas 30 minutos. Calma lá, essas metas estipuladas podem ser deixadas um pouco de lado.
   Tem a aparência de uma mala de mão, daquelas de viagem. Mas, na verdade, esse é um acessório fitness.

   O sucesso maior é no exterior, ainda não é muito conhecido no Brasil. Ele nada mais é do que um saco de areia que pode ser usado para uma grande variedade de exercícios de força e permite mais movimentos que um halter, por exemplo.
   Com criatividade e conhecimento na área dá para trabalhar o corpo todo usando uma única ferramenta membros superiores, inferiores, abdome.  O treino com sandbag pode ser completo, proporcionando condicionamento cardiovascular, hipertrofia e def inição muscular, além de ajudar no emagrecimento, depende de como é usado. Pode ser uma alternativa simples e interessante.
   Para quem não tem o sandbag, basta usar a criatividade e uma mala ou mochila mesmo. O recheio pode ser de revistas para aumentar o peso e chegar à carga ideal para o seu nível de condicionamento. Quanto mais parecido com o acessório original melhor.
   Veja alguns exemplos de como trabalhar com o equipamento:

   Convenceu? Então é só testar.

domingo, 8 de julho de 2012

TREINAR FORÇA COM 4, 6 ,8, 10, 12 REPETIÇÕES. POR QUE NÃO 20 0U 25?

  
  Não é nada raro indagações de alunos de musculação sobre o número de repetições que executam, o porque de cada faixa de treinamento. 
   Como em sua grande maioria o desejo é hipertrofia, seja lá pelo simples aumento no volume ou melhora na qualidade muscular para auxílio no emagrecimento, a faixa de treino não alcançará mais de 15 repetições.
  Embora para alguns professores isso ainda não seja claro, e ainda haja muita controvérsia em torno dessa questão, os estudos mais sérios comprovaram que o trabalho deve variar mesmo entre as 4 e as 12 repetições como preconizam Fleck e Kraemer.
   Alguns defendem poucas repetições (4 a 10) com maior carga (peso); outros pregam que o melhor é realizar muitas repetições (15 a 30) com menor carga. Qual será o método mais eficaz?
  Tentando responder a esta pergunta, surge mais uma pesquisa de estudiosos da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, que dividiram 32 homens em 4 grupos e os submeteram a métodos diferentes de treinamento de musculação:

(1) Quatro séries de 3-5 repetições com carga bem alta e 3 minutos de intervalo entre cada;

(2) Três séries de 9-11 repetições com carga moderada e 2 minutos de intervalo entre cada;

(3) Duas séries de 20-28 repetições com carga baixa e 1 minuto entre cada;

(4) Grupo controle, que não fez nenhum exercício. 

  Se submeteram há oito semanas de treinamento, com duas sessões semanais nas primeiras quatro semanas e três sessões semanais nas últimas quatro semanas.
  O que foi proposto, apesar de ter sido testado por um período curto, corroborou com os resultados obtidos anteriormente pelos estudos de Flek.
  Apenas os grupos que utilizaram cargas altas e 3-5 repetições (1) e cargas moderas e 9-11 repetições (2) obtiveram ganho significativo de massa muscular. Vale lembrar que o estudo citado confirma o resultado obtido por outros, indicando que, para aumento de força e massa muscular devemos adotar cargas moderadas a altas e que permitam realizar apenas entre 3 e 11 repetições.
  Então, mais uma vez afirmo o que já citei em outras postagens:
  Cuidado com os programas de treino milagrosos de muitas repetições, que causam muita dor no momento da execução, com os exercícios combinados de 2 ou 3 exercícios, isometrias pós execução de uma série e coisas do tipo. Este tipo de programa darão a impressão de grande eficiência no momento pela grande exaustão, porém cronicamente não proporcionarão grandes resultados.

domingo, 17 de junho de 2012

Como a respiração pode ajudar a reduzir o peso.

  Nos dias corridos em que vivemos não nos damos conta de algo fundamental para a vida: a respiração. Encontrei essa matéria e achei interessante compartilhá-la aqui no blog. 



'Se você não presta atenção nesse ato involuntário, é bom ficar ligado. O ar que entra e sai sem pedir licença pode ser um aliado e tanto de quem quer exterminar os quilos extras

Seu desejo é reduzir as medidas? Então, respire. Fundo. E na barriga não no peito. Pouca gente associa o ato de respirar com o emagrecimento, mas, acredite, há uma relação estreita entre uma coisa e outra.

Para começar, saiba que a ansiedade é um dos principais inimigos de um corpo enxuto. Basta lembrar aqueles momentos em que estamos com os nervos à flor da pele. O que acontece? Normalmente, atacamos a geladeira na tentativa de relaxar. Iniciar uma dieta também dispara os batimentos cardíacos de qualquer um, já que a restrição alimentar lembra sofrimento. Resultado: nossa respiração fica curta e se concentra na altura do peito, com movimentos superficiais e rápidos. Essa é a chamada respiração torácica. Que, diga-se de passagem, tem o ritmo perfeito para acumular gorduras!

Já aprender a respirar, o que significa fazê-lo mais profundamente, é uma ótima estratégia para mudar não só o estado de espírito mas também nossas atitudes, inclusive frente ao prato. A respiração correta é um dos pilares para o tratamento de casos de ansiedade e obesidade, garante o médico e psicoterapeuta Geraldo Possendoro, especialista em ansiedade e professor de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

Nossa proposta, então, é a seguinte: comece agora, neste instante, a sentir a diferença que faz uma respiração tranqüila. As técnicas são simples e eficazes. É só seguir o passo a passo:

1. Respire pausadamente. E não no peito, por favor.
2. Ponha o ar lá para baixo das costelas, sinta a barriga ir para fora e depois para dentro sem estufar o peito.
3. Repita o procedimento por alguns minutos. Você vai notar seus batimentos cardíacos e sua mente mais tranquilos.

Os sentimentos afetam o modo como respiramos. E vice-versa: se você mudar conscientemente a maneira como respira, será capaz de alterar o jeito de sentir e ver as coisas, afirma Anderson Allegro, biólogo e professor de ioga de São Paulo. E aí, ao ficar mais calmo por respirar profundamente e de-va-gar, suas chances de tomar decisões mais apropriadas na hora de comer e de tocar a vida vão aumentar -- e muito.

Algumas dicas de Anderson vão ajudá-lo a respirar melhor

(e, de quebra, a conquistar um corpo mais magro)
* Preste atenção na respiração. Isso aumenta e melhora a sua percepção do corpo e do momento presente.
* Sempre que possível, inspire e expire pelo nariz.
* No dia a dia, procure inspirar e expirar usando TODO o sistema respiratório. Ou seja, sinta o ar entrar pelo nariz, passar pelo peito, ir em direção ao baixo ventre e sair fazendo o caminho oposto.
* Treine algumas vezes diariamente a respiração diafragmática (justamente aquela na região do abdômen, leia abaixo o passo a passo). Vale fazer por 10 minutos, mas, se puder, repita outras duas vezes ao dia.

Como fazer a respiração diafragmática
1. Deite de costas, com os joelhos flexionados e os pés apoiados no chão.
2. Esvazie completamente os pulmões e comece a inspirar levando o ar para a parte baixa desse órgão, deixando-o seguir na região do abdômen e projetando a barriga para fora. O peito permanece vazio, sem se mover.
3. Faça uma pequena pausa com os pulmões cheios e, em seguida, esvazie-os, "empurrando" o umbigo na direção das costas só com a força da respiração.
4. Se quiser, pode respirar sentado, mas com a coluna bem ereta.'

Revista saúde.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

FÉRIAS PARA A BALANÇA!

   Por várias vezes percebi alunas, principalmente elas, subindo na balança da academia todos os dias, ou até 2 vezes por dia, uma ao chegar e outra ao ir embora. 
   Por várias vezes também pedi que não fizessesm isso, que evitassem esse vício diário, pois esse costume poderia atrapalhar, e em muitas vezes atrapalha mesmo, o processo do emagrecimento. Se não emagrecemos de um dia para o outro, para que se pesar todos os dias? Só mesmo para gerar mais ansiedade e assim dificultar que se alcance o objetivo.
   Pensando nelas, explicarei com detalhes como funciona o processo baseado em tese da nutricionista Adriana kachani. Esta tese foi defendida no Instituto de Psiquiatria da USP.
   A briga com a balança pode desencadear ansiedade, dependência e fuga depois de um fim de semana de abusos na alimentação. 
   Essa "neura" pode atrapalhar todo um trabalho de emagrecimento. 

   A pesquisa da nutricionista foi aplicada em 125 pessoas com ou sem transtornos alimentares, como anorexia e bulimia. Os resultados mostraram que as mais insatisfeitas com seus corpos se pesam mais e que a maioria sobe na balança querendo mais coisas além de saber o peso, se pesam também para saber o quanto podem comer ou se precisam fazer mais exercício. Outros sobem na balança todos os dias para se lembrar de que não estão magros e precisam malhar. 
   Pesar-se demais não quer dizer necessariamente que a pessoa tenha transtorno alimentar, mas, segundo Táki Cordás, psiquiatra e co-orientador da tese, é um alerta de que é preciso observar outros sinais, por exemplo, se ela tem preocupação exagerada com o físico, se ela pauta a vida pela pesagem e se fica angustiada quando não se pesa.
   Há outros vícios para conferir as medidas, como olhar no espelho repetidamente, experimentar roupas ou apertar dobrinhas.
   Quando os números da balança não agradam, a frustação pode ser grande. "Depois de decepções a pessoa pode parar de se pesar. Isso só atrapalha. A pesagem é fundamental para quem quer perder peso", diz Kachani.
   Há casos de pessoas que juram de pés juntos que, em um dia, podem engordar um quilo e meio. Já outros vêem o peso diminuir de segunda a sexta e aumentar nos fins de semana.
   Os dois não estão errados: o peso pode variar de um dia para outro. Mas não podemos nos esquecer de que 70% do nosso peso é água. Se você tomou mais líquido e urinou menos já justifica a mudança.
   Durante o dia, só com comida e bebida dá para ganhar mais de um quilo. Depois de metabolizados, alimentos mais salgados ou condimentados (como comida japonesa) ajudam a reter líquidos e influenciam no peso.
   Outros fatores, como mal funcionamento do intestino, hormônios femininos e atividade física também interferem. Dependendo da pessoa, um jantar pode render até dois quilos a mais nos próximos três dias. Esse ganho de peso, porém, não é real.
   Mesmo a gordura sendo metabolizada rapidamente, só dá para saber se a pessoa engordou depois de uns quatro dias, de acordo com os médicos. Por essas e outras eles não recomendam a pesagem diária, muito menos mais de uma vez por dia, antes ou depois de exercícios.
   Por isso insistir nessas manias que geram mais ansiedade, como se pesar repetidamente só vai dificultar.
   Como a perda de peso saudável deve ser gradual (500 g por semana), o ideal é subir na balança semanalmente ou até quinzenalmente.
   Outro fator importantíssimo a observar é o aumento da massa magra (muscular), que vai interferir diretamente no peso total.
   O que sempre indico aos meus alunos é conferir exporadicamente se está emagrecendo pelas roupas que estavam apertadas ou furo do cinto que costumava usar, assim dá pra ter alguma noção do processo. Mas fundamental é a cada 2 ou 3 meses de treino fazer uma avaliação física, assim, poderemos estimar a gordura que "foi embora" e a musculatura que "adiquiriu".

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

É possível engordar por problemas na tireóide?

  A postagem de hoje vai atingir um público pequeno, porém, vai esclarecer algumas dúvidas de um assunto que não é muito comentado.
  Com certeza você já ouviu alguém falar que teve um considerável aumento de peso corporal repentino por problemas relacionados a glândula tireoide. Um caso recente famoso é o do "Ronaldo Fenômeno", que declarou ter engordado no final da carreira de jogador por complicações na tireoide.
  E isso é possível? Problemas na tireoide pode engordar um indivíduo?  A tireoide controla a hipófise, que secreta hormônios para todo o organismo. Um dos mais importantes é o TSH, responsável por estimular a produção de “T3” e “T4” pela tireoide. Quando a tireoide está incapacitada de produzir hormônios em níveis ideais, o metabolismo torna-se mais lento, esse quadro de redução de produção e consequente metabolismo lento chamamos hipotireoidismo. Nesse quadro o cansaço é grande e os músculos ficam mais sensíveis. Então, respondendo a pergunta, quem é acometido por esse problema tem dificuldade para perder peso e pode sim engordar.
   Para amenizar este problema, o primeiro passo é procurar um especialista, no caso o endocrinologista. Ele prescreverá o tratamento mais adequado, que poderá utilizar medicamentos, mas não é regra. A prática regular de exercícios físicos também estimula a tireoide.
  Os exercícios aeróbicos são importantes no controle hormonal. Importante conjugar esse treino com a musculação, o aumento da massa muscular acarreta a aceleração do metabolismo, com isso, há o aumento do gasto calórico. É também fundamental o acréscimo regular de volume e intensidade aos treinos de força e aeróbio. Mas para esses acréscimos, ter o acompanhamento de um professor de Educação Física é a melhor maneira de não errar na mão e se lesionar.
  Não há grandes mistérios nem muitas diferenças do treino de um indivíduo saudável para um que possua hipotireoidismo, talvez o emagrecimento destes indivíduos com o distúrbio mereça um pouco mais de dedicação nos treinos para que se encontre êxito, pois as reações serão mais lentas.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Por que os homens geralmente emagrecem mais rápido que as mulheres?

   Olá como vão os fiéis seguidores? Exageraram nas ceias de Natal e Reveillon? Todos nós "pisamos na jaca", não é exclusividade sua, afinal somos humanos e ninguém é de ferro.
   O problema é que as festas de fim de ano tem em sequência o verão e a praia, e assim o desespero nas academias é total. E como normalmente o despero é maior nas mulheres, vem o seguinte questionamento: Por que os homens têm mais facilidade em "queimar" as gordurinhas que estão sobrando?
   E embora pareça ser um mito, geralmente é verdade, e este fato está diretamente relacionado com a quantidade de massa magra que cada organismo possui.
     Abaixo segue uma matéria do Potal G1 que embora nao contenha algumas variações, traduz bem essa facilidade.

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Homens perdem peso mais fácil porque têm até 20% mais músculos
Massa magra é motor do corpo e ajuda maior parte das reações químicas. Na menopausa e andropausa, a testosterona cai e a gordura aumenta. 
Os homens têm mais massa magra que as mulheres, motivo pelo qual perdem peso com mais facilidade. Isso porque os músculos são o motor do corpo e promovem a maior parte das reações químicas que transformam nutrientes em energia, o que garante a queima calórica.

Nas células musculares, organelas chamadas mitocôndrias são responsáveis pelo gasto energético. Os músculos também ajudam no metabolismo basal, que é a queima do organismo em repouso, necessária para manter o funcionamento dos órgãos vitais. Quando os homens diminuem a ingestão de alimentos e fortalecem a massa magra, aumentam ainda mais esse gasto.


Segundo os endocrinologistas Alfredo Halpern e João Eduardo Salles, a mulher concentra mais gordura no quadril, culote, bumbum, coxas, cintura e seios. Já a silhueta masculina é mais marcada na barriga.

Quando entram na menopausa, as mulheres ganham ainda mais massa gorda, que costuma se acumular no abdômen. Como o ovário para de funcionar, cai a produção de testosterona, hormônio masculino que ajuda no crescimento dos músculos.

Os homens também costumam aumentar de peso na andropausa, porque, assim como as mulheres, sofrem uma redução na produção de testosterona, adquirindo massa gorda e perdendo a magra.

O metabolismo pode ser acelerado com a atividade física, mas não é possível saber quanto tempo ele fica acima do nível, pois isso depende da intensidade do exercício.

Para aumentar o metabolismo basal e queimar calorias até dormindo, os médicos recomendaram controlar a alimentação, fazer atividade aeróbica e também musculação. Dormir bem também ajuda. Segundo Salles, quem descansa pouco e mal reduz até 36% a taxa de metabolismo basal e acaba engordando mais.

Além disso, receber leite materno na infância previne a obesidade na vida adulta, de acordo com Halpern.

Como calcular o metabolismo basal:

- 3 a 10 anos [0,085 x P + 2,033] x 239 [0,095 x P + 2,110] x 239
- 10 a 18 anos [0,056 x P + 2,898] x 239 [0,074 x P + 2,754] x 239
- 18 a 30 anos [0,062 x P + 2,036] x 239 [0,063 x P + 2,896] x 239
- 30 a 60 anos [0,034 x P + 3,538] x 239 [0,048 x P + 3,653] x 239
P = peso corporal em kg

* Essa conta não é válida para mulheres durante o período de amamentação.

-Mulher pouco ativa (taxa basal + 20% = gasto calórico diário)
-Mulher ativa (taxa basal + 30%)
-Mulher muito ativa (taxa basal + 40%)
-Homem pouco ativo (taxa basal + 25%)
-Homem ativo (taxa basal + 35%)
-Homem muito ativo (taxa basal + 45%)

Exemplo da taxa metabólica de uma mulher de 37 anos ativa: taxa basal 1.381 calorias + 30% = 1.795 calorias
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      Assim ficou clara a importância do aumento da massa magra para o sucesso do emagrecimento. Está aí a resposta à queixa das minhas alunas que sempre reclamam sobre o aumento de peso corporal e das suas medidas principalmente dos membros inferiores assim que iniciam um programa de treinamento de força. É realmente necessária uma massa muscular desenvolvida para que seu exercício seja otimizado e o gasto calórico na atividade aeróbia seja elevado.
      É lógico que todo esse trabalho depende de uma alimentação adequada.
     Espero que a reportagem e meus acréscimos tenham suprimido as dúvidas sobre este tema.

sábado, 29 de outubro de 2011

Conheça os alimentos termogênicos

     Alimentos termogênicos são capazes de aumentar o gasto calórico do organismo durante a digestão e o processo metabólico, podem auxiliar todas as atividades realizadas pelo corpo quando consome energia.
     Quanto mais difícil for a digestão dos alimentos, maior será o seu poder termogênico. Estudos mostram que as subs
tâncias termogênicas contidas em certos alimentos atuam aumentando a temperatura corporal, acelerando o metabolismo e aumentando a queima de gordura. A termogênese é um processo regulado pelo sistema nervoso e interferências neste sistema podem ajudar no controle de emagrecimento e obesidade.
    Entendam que não existem soluções milagrosas quando o assunto é reduzir peso. Para que esses alimentos sejam eficazes, é necessária uma reeducação alimentar e prática regular de exercícios físicos.
   Apesar dos benefícios e de não serem medicamentos, os alimentos termogênicos possuem algumas restrições. Pessoas com hipertireoidismo não deve ingeri-los em excesso, visto que o metabolismo já é muito elevado, o que aumenta o risco de perda de massa muscular, crianças e gestantes, pessoas com cardiopatias, hipertensão, enxaqueca, úlcera e alergias não devem abusar desses alimentos, pois eles podem levar ao aumento da pressão arterial, hipoglicemia, insônia, nervosismo e taquicardia. 
   Assim dentre vários, os alimentos mais citados em sua eficácia são:
 
  • Pimenta vermelha: Esse tipo específico de pimenta é rica em capsaicina, substância que favorece o aumento da quebra de gorduras no tecido adiposo. Ela aumenta em até 20% a atividade metabólica se ingerida na quantidade de três gramas por dia, podendo ser adicionada em saladas e pratos quentes como tempero.
  • Chá verde (Camellia sinensis): Assim como a pimenta, esse chá favorece a utilização da gordura corporal como fonte de energia em função do estimulo metabólico. Para que o efeito aconteça, aconselha-se cinco xícaras de chá por dia durante três meses. Mas, cuidado: quem tem insônia não deve ingerir o chá verde na parte da tarde ou noite.
  • Canela: Além de aumentar o metabolismo basal, a canela possui alto teor de cálcio mineral, substância importante para o emagrecimento. Polvilhada por cima de frutas (aproximadamente uma colher de chá rasa), contribui com o emagrecimento e ainda torna a refeição deliciosa. 
  • Gengibre: Essa raiz pode aumentar o gasto calórico em mais de 10%. O gengibre pode ser consumido de diversas formas, cru, em marinadas para temperar carnes, aves e peixes, e ainda fica ótimo em molho de tomate, sopas de legumes e chá, quando misturado com outras ervas.
  • Chá de hibisco: Esse chá, assim como os demais termogênicos, aumenta a temperatura corporal durante a digestão e, consequentemente, aumenta o metabolismo. Para que o efeito seja positivo, recomenda-se o uso de um litro por dia, sendo que, para um litro de água, deve-se usar uma colher de sopa da flor. 
  • Alimentos com Ômega 3: O omêga 3 é encontrado em peixes - como salmão e atum - e em oleaginosas. Ele aumenta o metabolismo basal, melhora a retenção de líquidos e facilita a comunicação entre as células do organismo. 
  • Água gelada: Sim, até mesmo a água gelada pode te ajudar a emagrecer! Ao ingeri-la, seu organismo gasta energia para elevar a temperatura até a tida como adequada pelo corpo (algo entre 36º e 37ºC). No entanto, o efeito é muito leve. Para melhores resultados, ingira oito copos de água por dia, pois essa medida pode aumentar seu gasto calórico em até 200 kcal. 
     As afirmações são de nutricionistas, como são estudos da nutrição, que não é a minha área de estudo, não posso afirmar a a eficiência e eficácia dos princípios ativos desses alimentos. Porém, como parece ser um consenso entre esses profissionais, acredito ser de grande funcionalidade.
    Quem teve a oportunidade de assistir ontem o Globo Repórter conheceu esses e vários outros alimentos importantes na difícil tarefa de emagrecer. Quem não pôde assistir, afinal sexta à noite é difícil estar em casa, tem a chance de ver via "youtube".






    Alguns dos alimentos apresentados deixam uma interrogação em nossa cabeça, pois parecem estar ainda em pesquisa e inacessível a nossa população, mas pesquisando descobri que o óleo de coco virgem por exemplo já está a venda em lojas de produtos naturais e alguns supermercados. Mesmo com falhas em informações de como adquirir alguns dos alimentos, vale a pena assistir o programa.

Grande abraço!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sibutramina, aliado ou vilão?

   
     Trabalhando em academias não é difícil identificar alunos fazendo o uso de Sibutramina com ou sem prescrição médica. Alguns alunos chegaram a me colsultar sobre a tal droga milagrosa.
     Preocupado com esse uso indiscriminado, resolvi fazer algumas colocações sobre alguns estudos que são encontrados sobre o assunto.
     A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no dia 30 de março, no Diário Oficial da União, uma resolução que determina que os remédios que contenham a sibutramina sejam vendidos apenas com a apresentação de receita azul, de controle especial. Dessa forma, o medicamento, muito utilizado no combate à obesidade, passa da classe C1 (controle especial comum) para a classe B2, sendo classificado como psicotrópico anorexígeno. A tarja do medicamento também muda de vermelha para preta.
     Essa droga é encontrada sob os nomes: Reductil, Meridia, Plenty, Sibutral
    A sibutramina é o principal composto de diversos remédios para emagrecer como: Plenty, Reductil, Meridia e Sibutral. O resultado esperado é a perda de peso, conseguido através da inibição da recaptação de serotonina e de noradrenalina (HANSEN et al, 1999, STOCK et al, 1997). A sibutramina  deve sr utilizada num tratamento concomitante  a  exercícios e alimentação regrada, e somente após tentar  dietas e atividades físicas sem sucesso para emagrecimento.
     A noradrenalina é um hormônio liberado pela supra-renal e serve também como precursor da adrenalina, tendo como principais efeitos: elevação do metabolismo, aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial. Ao evitar a recaptação da noradrenalina na fenda sináptica a siburamina potencializa os efeitos deste hormônio, aumentando o gasto energético (HANSEN et al, 1998; WALSH et al, 1999).
     A serotonina é um neutrotransmissor produzido no cérebro a partir do aminoácido triptofano, atuando como vasoconstritor, estimulador da musculatura lisa (presente nos órgãos), regulador do sono, do apetite e do humor. (CHAPELOT et al, 2000).
     Ou seja, a sibutramina atua através de dois mecanismos: aumento do gasto energético e diminuição do apetite.

Atuação

  Muitas das pesquisas monstram a sibutramina como eficiente e relativamente segura no combate à obesidade. Normalmente os estudos têm verificado perda de peso significativa com o uso de sibutramina como os de CUELLAR et al (2000), que usou 15 mg/dia de sibutramina durante seis meses em pacientes obesos e obteve perda de 10,27 kg no grupo experimental, contra apenas 1,26 kg no controle, além de reduções significativas no IMC e na circunferência da cintura. FANGHANEL et al (2000) administraram 10 mg/dia de sibutramina durante seis meses a pacientes obesos, obtendo perda de 7,52 kg em média para o grupo experimental e redução de 12,51 centímetros na circunferência da cintura.
     Sobre a saciedade, CHAPELOT et al (2000) analisaram os efeitos  diretos (ingestão de alimentos) e indiretos (sensações de fome) com o uso de 15 mg de sibutramina no período da manhã (08:30). A substância iniciou o efeito, geralmente 6 horas depois da ingestão, produzindo redução no consumo calórico de, em média, 311,5 kcal comparada com o placebo, esta redução foi ainda maior quando se analisou o período de 24 horas (redução de 382,4 kcal), sendo o efeito mais acentuado no almoço (redução de 152,1 kcal).

Efeitos indesejados

     Os efeitos colaterais encontrados nos estudos foram: secura na boca, pressão alta, fadiga, constipação, taquicardia, anorexia, dores de cabeça e insônia. (RICHTER, 1999; FANGHANEL et al, 2000; LUQUE et al, 1999; JAMES et al, 2000; BRAY et al, 1999, CUELLAR et al, 2000; SCHUH et al, 2000). Inclusive, houve alto índice de desistência dos paciente em alguns estudos, como no de CUELLAR, onde +/-37% do grupo experimental desistiu  da pesquisa devido à ineficiência e aos efeitos colaterias da intervenção, principalmente infecções respiratórias e constipação.
     Como a sibutramina tem sido considerada segura e eficiente pela maioria dos especialistas, alguns usuarios acabam por abusar. Pesquisadores franceses realizaram um estudo para averiguar os efeitos de doses abusivas de sibutramina. Comparou-se 25 e 75 mg diárias desta substância, com 20 mg de anfetamina e placebo. Os resultados indicaram que o uso de 25 mg/dia de sibutramina não produziu efeitos colaterais relevantes, já a dosagem de 75 mg/dia ocasionou efeitos desagradáveis como ansiedade, confusão e fadiga, sendo que os pacientes optariam por não mais receber altas doses de sibutramina, ao contrário da anfetamina, que produziu efeitos positivos no humor e foi considerada agradável pelos pacientes (SCHUH et al, 2000).

Conclusão

     Apesar de bstante indicada por médicos e pseudoespecialistas  esse  fármaco tem seus efeitos colaterais e suas limitações. Ressalta-se que ela só deve ser usada em último caso, onde dietas e atividades físicas não funcionaram. Se você deseja apenas perder pequenas quantidades de gordura para melhorar seu visual em trajes de banho ou roupas decotadas, eu não recomendaria o uso desta substância.

Bibliografia

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CHAPELOT D, MARMONIER C, THOMAS F, HANOTIN C Modalities of the food intake-reducing effect of sibutramine in humans. Physiol Behav 2000 Jan;68(3):299-308
CUELLAR GE, RUIZ AM, MONSALVE MC, BERBER A Six-month treatment of obesity with sibutramine 15 mg; a double-blind, placebo-controlled monocenter clinical trial in a Hispanic population. Obes Res 2000 Jan;8(1):71-82
FANGHANEL G, CORTINAS L, SANCHEZ-REYES L, BERBER A A clinical trial of the use of sibutramine for the treatment of patients suffering essential obesity. Int J Obes Relat Metab Disord 2000 Feb;24(2):144-50
HANOTIN C, THOMAS F, JONES SP, LEUTENEGGER E, DROUIN P Efficacy and tolerability of sibutramine in obese patients: a dose-ranging study. Int J Obes Relat Metab Disord 1998 Jan;22(1):32-8
HANSEN DL, TOUBRO S, STOCK MJ, MACDONALD IA, ASTRUP A The effect of sibutramine on energy expenditure and appetite during chronic treatment without dietary restriction. Int J Obes Relat Metab Disord 1999 Oct;23(10):1016-24
WALSH KM, LEEN E, LEAN ME The effect of sibutramine on resting energy expenditure and adrenaline-induced thermogenesis in obese females. Int J Obes Relat Metab Disord 1999 Oct;23(10):1009-15
HANSEN DL, TOUBRO S, STOCK MJ, MACDONALD IA, ASTRUP A Thermogenic effects of sibutramine in humans. Am J Clin Nutr 1998 Dec;68(6):1180-6.
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LUQUE CA, REY JA Sibutramine: a serotonin-norepinephrine reuptake-inhibitor for the treatment of obesity. Ann Pharmacother 1999 Sep;33(9):968-78
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